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Postado em 07 de Agosto de 2014 às 09h55

Como Aprimorar sua Interface

Que elementos compõe uma boa interface? Quais as melhores práticas? Quantas colunas devo utilizar?

Jakub Linowski, UI Designer de Toronto, responde constantemente essas e outras perguntas em seu site Good UI, que traz dicas e boas práticas de usabilidade para melhorar o desempenho de interfaces.

 

One Colum Layout

Quanto menor o número de colunas, maior o controle sobre sua narrativa. Você já deve ter percebido a nova tendência do “one colum layout” em muitos blogs por aí. Utilizar uma única coluna permite que o usuário seja guiado de modo mais previsível, a partir de cima para baixo.

Quanto maior o número de colunas, maior o risco que o usuário corre de ser distraído e perca o foco do objetivo principal da página. Orientar as pessoas com uma narrativa e uma chamada de destaque para a ação no final.

Opt-Out no lugar do Opt-In

Uma estratégia de Opt-Out implica que os usuários estão configurados a aceitar/concordar com algo sem ter que realizar qualquer ação. O mais tradicional, Opt-In, requer que o usuário realize uma ação a fim de participar ou receber alguma coisa.

Uma boa razão para utilizar o Opt-Out é que ele alivia a resistência no caminho da ação, pois o usuário não precisa fazer nada. Mas essa estratégia pode ser utilizada de forma errada quando a legibilidade do texto Opt-Out é pequena, passando batido pelo usuário que acaba aceitando algo que não viu ou não sabe muito bem o que é. Para fins mais burocráticos, como pagamentos e termos de contrato, é melhor garantir eventuais problemas e optar pela estratégia Opt-In.

Assim, para manter a ética na seleção, se você decidir utilizar a abordagem Opt-Out, deixe muito claro e compreensível para seus clientes o que eles estão aceitando.

Consistência nos elementos

Consistência no design da interface de usuário significa diminuir a quantidade de aprendizado pela qual alguém tem que passar quando usa uma interface ou produto. À medida que pressionamos botões, utilizamos sliders, aprendemos como cada elemento se comporta, isso quer dizer que quando nos deparamos com ele novamente, esperamos ter aquela mesma ação sendo repetida.

A consistência nada mais é que a padronização de elementos como botões, links, títulos e áreas clicáveis, que facilitam o processo de aprendizado de navegação e que pode ser alcançado através de cores, direções, comportamentos, posicionamento, tamanho, forma, rótulos e da linguagem.

Estilo visual, como cor, profundidade e contraste podem ser usados como um sinal de confiança para ajudar as pessoas a compreenderem a linguagem fundamental de navegação da interface: onde estou e onde eu posso ir.

Projete a interface para nenhuma informação

Há interfaces que irão sempre disparar um resultado ou uma informação. O mais comum desses cenários é a transição do uso pela primeira vez com zero dados em relação ao uso futuro com muito mais dados.

Muitas vezes esquecemos do design para este estado inicial, quando não há nenhuma informação a ser exibida. Quando os usuários olham pela primeira vez uma interface “em branco”, sem qualquer orientação, então provavelmente você está perdendo uma oportunidade de mostrar a ele o que fazer em seguida e criar o engajamento incial para que ele comece a desbravar sua interface.

Venda benefícios, não características

As pessoas tendem a se importar menos com características de um produto do que com benefícios. Benefícios carregam consigo valores, coisas que todos querem ter ou almejam conseguir.

Chris Guillebeau em “The $ 100 Startup” escreve que as pessoas realmente se preocupam com ter mais amor, dinheiro, aceitação e tempo livre, enquanto ao mesmo tempo desejam ter menos stress, conflitos, complicações e incerteza. É a máxima do: venda uma ideia, não um produto.

Utilize o mínimo de bordas e caixas possíveis

Bordas e caixas brigam por atenção com o conteúdo real da página. Se usados corretamente, essas marcações podem definir um espaço de forma clara e precisa. O problema é que esses blocos espalhados pela página exigem energia cognitiva para que o usuário perceba e leia o conteúdo que está dentro deles, já que blocos são escaneados ao primeiro lance como um único conteúdo. Assim, páginas com muitas caixas tendem parecer poluídas e desalinhadas.

Engaje gradualmente

Deixe as pessoas usarem seu produto, para depois se inscreverem. Em vez de pedir ao usuário que se inscreva imediatamente, dê alguma tarefa para ele executar e faça com que ele se interesse pelo produto antes de compartilhar com você informações adicionais.

Para essas primeiras interações tanto vale mostrar vantagens, como oferecer uma personalização. Uma vez que os usuários começam a ver o valor do seu produto e como eles podem dominá-lo, então eles serão mais propícios a compartilhar informações pessoais. Engajamento gradual é uma maneira de potencializar o envolvimento do usuário com o seu produto.

Utilize a manipulação direta

Quando possível insira ações junto a seus respectivos objetos. Por exemplo, ao exibir listas de dados, que normalmente permitem que o usuário faça alguma coisa com os itens na lista, clicar ou pairar o mouse sobre um item e exibir uma ação. Outro exemplo de manipulação direta comum seria clicar em um item de dados que depois se transforma em um campo editável.

Ou seja, a manipulação direta permite interações com um número mínimo de passos necessários.

Feedback contextual

Em alguns casos, você pode ter elementos que exibem diferentes estados, como e-mail lidos, mensagens enviadas, produtos comprados, etc. Para casos assim, é importante informar aos usuários o estado particular de cada item, fornecendo um feedback visual de suas ações que foram realizadas com sucesso ou que devem ser tomadas.

Mantenha o foco

É fácil criar uma página com muitos links na esperança de obter o maior número de cliques possíveis. Contudo, se você está criando uma página com uma narrativa que levará o usuário a uma ação específica, esteja ciente de que qualquer link acima o principal, corre o risco de distraí-lo e levá-lo para longe do que você está esperando que ele faça. Fique de olho no número de links em suas páginas. Remover links externos pode ser uma maneira de aumentar as chances de alguém chegar e clicar no botão que você deseja.

Exponha opções, não esconda

Cada menu suspenso que você usa, esconde um conjunto de ações em que exigem esforço para ser descoberto. Se essas opções ocultas são centrais ao longo do caminho para fazer as coisas, então vale a pena considerar torná-las um pouco mais visível. Use menus suspensos para opções previsíveis e que não requerem um novo aprendizado, como em conjuntos de datas e referências de tempo (ex: calendários) ou conjuntos geográficos. Ocasionalmente, um menu suspenso pode funcionar para elementos que são altamente recorrentes em termos de uso – ações que uma pessoa vai usar repetidamente ao longo do tempo (ex: os menus de ação). Tenha cuidado ao usar menus suspensos para itens principais que estão caminho de conversão.

Refazer é melhor que perguntar

Imagine que você acabou pressionado um botão de ação ou link. “Undos” respeitam a intenção humana inicial, permitindo que a ação seja refeita. Solicitações de confirmação, por outro lado, sugerem ao usuário que ele não sabe o que está fazendo, questionando sua intenção em todos os momentos.

A ineficiência e a feiúra de solicitações é visível quando os usuários têm que realizar ações repetidamente e são solicitados várias vezes.

Sempre que possível, faça com que o usuário sinta que está no controle, e não que seja questionado sempre sobre a veracidade de suas ações.

Sugira produtos

Ao mostrar várias ofertas, você pode enfatizar uma sugestão de produto para aumentar as chances de conversão de compra. Estudos de psicologia sugerem que quanto maior a quantidade de escolhas menor as chances de uma tomada de decisão. A fim de combater a dúvida e possível desistência de escolha, tente sugerir e enfatizar algumas opções de produtos mais relevantes.

Utilize recomendações

O testemunho é uma ótima tática de persuasão diretamente aplicável ao aumento das taxas de conversão. As pessoas são muito mais propensas a comprar algo sabendo que outras pessoas também a compram. Um exemplo disso é o FourSquare, que tem seu sucesso baseado nas recomendações dos usuários sobre lugares específicos.

Simplifique

Ao longo do tempo, é fácil criar involuntariamente várias seções, elementos e características que todos desempenham a mesma função. Mantenha-se atento para a funcionalidade duplicada, pois ela causa pressão sobre o usuário. Não torne sua interface confusa e redundante. Tente condensar as funcionalidades no número mínimo de links e botões possíveis.

 

Fonte: http://chocoladesign.com/aprimorar-interface

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